Safra de café deve alcançar volume recorde

Fontes oficiais e analistas do mercado revelam que haverá uma expansão significativa na safra brasileira de café 2026/27: o IBGE projeta um volume recorde de 64,1 milhões de sacas, enquanto consultorias privadas vão ainda mais longe, como a StoneX, que prevê uma colheita de até 75 milhões de sacas.

Se as previsões mais otimistas se concretizarem, a produção mundial deve alcançar o recorde histórico de 180 milhões de sacas, com um superávit de 8,6 a 10 milhões de sacas em relação à demanda.

Esse cenário positivo se deve às chuvas regulares registradas até o final da primeira quinzena de março na principal região produtora de café arábica do País (Minas Gerais e São Paulo), garantindo o suprimento necessário de água para enchimento dos grãos.

Preços

O bom desempenho da cafeicultura brasileira deve contribuir para o reequilíbrio do mercado mundial, com a recomposição dos estoques.

Nos últimos três anos, a demanda foi ligeiramente superior à oferta, mantendo os preços em nível mais alto.

Em consequência, o café cotado na Bolsa de Nova York (principal referência para o café arábica) deve recuar para o patamar de US$ 1,80 por libra-peso ao longo deste ano.

Mercado interno

No mercado doméstico, a tendência é que o preço do café, mesmo com o recorde de produção, não baixe. Isso se explica por alguns fatores.

Em primeiro lugar, como o café é commodity exportável, mesmo com safra volumosa, o produtor vende ao preço internacional (cotação da Bolsa de Nova York vinculada ao câmbio).

Depois, como o real continua desvalorizado, mesmo que haja queda externa, o preço interno pode não cair na mesma proporção.

Por fim, as exportações brasileiras podem bater um novo recorde, o que reduz a pressão baixista no mercado doméstico.

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