Exportações de carne bovina seguem superando recordes
As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram em outubro o maior volume mensal já registrado na história da pecuária de corte brasileira: foram embarcadas mais de 357 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 1,9 bilhão, 39,1% superior à do mesmo mês no ano passado (US$ 1,37 bilhão). As vendas externas de carnes suína e de frango também tiveram desempenho muito bom em outubro.
Os dados relativos à carne bovina foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com base em dados compilados pela Associação Brasileiras das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). Já as estatísticas relativas a suínos e frangos foram informadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
As exportações de carne bovina de janeiro a outubro somaram 2,79 milhões de toneladas, com faturamento acumulado de US$ 14,31 bilhões, correspondendo a crescimentos de 16,6% e 35,9% respectivamente. A carne in natura representou 89,7% dos embarques em volume e 93,5% das receitas geradas.
O volume acumulado em dez meses deste ano já está muito próximo do recorde histórico anual de exportações de carne bovina pelo Brasil, que foi de 2,89 milhões de toneladas em 2024, e deve ser superado já em novembro.
Principais destinos
Em ordem decrescente de importância, os maiores importadores de carne bovina brasileira em outubro foram:
- China – 190.829 t (US$ 1,046 bilhão), com participação de 53% no volume e de 55% na receita das exportações brasileiras no setor;
- União Europeia – 17.099 t (US$ 140,4 milhões);
- Estados Unidos – 12.935 t (US$ 83,1 milhões), que continuam sendo um mercado relevante, mesmo após a imposição das tarifas adicionais de importação;
- Chile – 12.776 t (US$ 72,3 milhões);
- Filipinas – 12.437 t (US$ 56,3 milhões);
- México – 10.172 t (US$ 56,2 milhões);
- Egito – 12.142 t (US$ 53,9 milhões);
- Rússia – 11.816 t (US$ 48,6 milhões);
- Arábia Saudita – 6.564 t (US$ 34,7 milhões);
- Hong Kong – 7.811 t US$ 29,7 milhões).
No acumulado de janeiro a outubro, a classificação foi a seguinte:
- China – 1,34 milhão de t (US$ 7,10 bilhões), com participação de 48,1% no volume e de 49,7% na receita das exportações totais de carne bovina no período;
- Estados Unidos – 231,9 mil toneladas (US$ 1,38 bilhão);
- México – 104,3 mil t (US$ 569,4 milhões);
- Chile – 104,4 mil t (US$ 569,8 milhões);
- União Europeia – 101,4 mil t (US$ 824,0 milhões).
Os mercados que mais ampliaram suas compras em 2025 foram: México (+213%), União Europeia (+109%), China (+75,5%), Rússia (+50,4%) e Estados Unidos (+45%), demonstrando a diversificação e o fortalecimento das exportações brasileiras, que hoje chegam a 162 destinos.
Suínos e frangos
As exportações de carnes suína e de frango também tiveram bom desempenho em outubro, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A vendas externas de carne suína totalizaram 126.656 toneladas, 8% a mais em comparação com o mesmo mês do ano passado, gerando um faturamento de US$ 320 milhões, 8,8% superior ao de outubro de 2024.
No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o Brasil exportou 1,218 milhão de toneladas de carne suína e faturou US$ 2,998 bilhões, números, respectivamente, 12,7% e 22,5% superiores aos acumulados de 2024, que foram exportadas 1,081 milhão de toneladas, com faturamento de US$ 2,447 bilhões.
As exportações de carne de frango totalizaram 474.017 toneladas, 9,1% acima do volume embarcado em outubro de 2024, porém com faturamento 4,1% menor (US$ 794 milhões contra US$ 828 milhões no ano passado). No acumulado de janeiro a outubro, o Brasil exportou 4,229 milhões de toneladas e faturou US$ 7,781 bilhões. Em volume, em comparação com janeiro a outubro de 2024, quando foram exportadas 4,270 milhões de toneladas, houve quedas de 0,96% em volume e de 3,1% em faturamento.
