Exportação de carne foi muito bem em julho, mas futuro é incerto
Em julho de 2025, as exportações de carne bovina do Brasil registraram um novo recorde para o mês, com uma média diária de embarques de 12,33 mil toneladas nos primeiros 14 dias úteis, segundo o portal Farmnews.
O preço médio da carne bovina exportada também atingiu o maior patamar desde outubro de 2022, superando US$ 5,50 por kg.
China lidera
A China continuou sendo o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo, no primeiro semestre, por 43% das importações, seguida pelos Estados Unidos, com participação de 13,7% no volume total embarcado nesse período. Em julho, esses percentuais, cujos números finais ainda não foram divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), foram mantidos próximos dos valores registrados de janeiro a junho.
Porém, em razão da elevação das tarifas de importação imposta pelo presidente Donald Trump no dia 30 de julho, com validade a partir do dia 6 de agosto, a tendência é que as vendas para o mercado norte-americano caiam verticalmente.
Mercadorias em trânsito
Estará isenta de pagamento dessa sobretaxa a carne brasileira que tiver sido embarcada até o dia 6 se agosto e chegar ao destino nos EUA até o dia 5 de outubro (ou seja, que for declarada na aduana norte-americana até essa data).
Reflexo nos preços
Não se sabe ainda que reflexo isso terá nos preços da carne bovina, que vinham em recuperação, impulsionados pelo aumento da demanda global e pela valorização do dólar. A tendência é que a oferta, considerando a carne não enviada aos EUA, aumente e se reflita negativamente nos preços, pressionando-os para baixo.
Diversificação de mercados
Em paralelo, merece destaque o esforço que vem sendo feito pelo Brasil para diversificar os mercados de exportação, com aumento das vendas para países como o México e a Argélia. Esse esforço já vem sendo intensificado desde que o presidente norte-americano anunciou o “tarifaço”.
No entanto, vale ressaltar que o Brasil vinha exportando em quantidades crescentes aos Estados Unidos majoritariamente carne fresca e refrigerada (particularmente cortes dianteiros para produção de hambúrgueres), cuja validade é limitada e cuja adequação a outros mercados pode não ser imediata.
