Defesa Agropecuária de SP mantém controle sobre gripe aviária
O aparecimento do primeiro caso de gripe aviária no Brasil, constatado no dia 16 de maio em uma granja comercial em Montenegro, RS, mobilizou toda a comunidade técnica e científica do País, com o objetivo de controlar a disseminação da doença e seus efeitos sanitários e econômicos. A suspensão das importações de carne de frango pela China foi uma consequência imediata, com o risco de vir a ser adotada por outros países importadores.
Em São Paulo, granjas do interior do estado passaram por fiscalizações no dia 19 de maio. As inspeções foram feitas pela Coordenadoria da Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo, em unidades instaladas nos municípios de Artur Nogueira, Pirassununga e Tietê.
As fiscalizações fazem parte dos esforços da Defesa Agropecuária que, desde 2023, ano em que São Paulo registrou o primeiro caso da doença em uma ave silvestre, tem intensificado ações de vigilância ativa e inspeção clínica em animais. As granjas vistoriadas agora receberam cargas de ovos ou aves do Rio Grande do Sul, mas não de Montenegro, onde houve a confirmação do caso.
Boletim epidemiológico
A CDA, por meio de Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Animal (DDSIA), publicou no dia 19 de maio um Boletim Epidemiológico, relatando a Situação da Influenza Aviária de 2023 a 19 de maio de 2025.
O documento, que terá atualizações sempre que houver alterações na situação sanitária, demonstra toda a trajetória do serviço veterinário oficial no combate à doença após o surgimento da circulação viral no País, com o objetivo de que São Paulo permaneça livre da doença em plantéis avícolas.
Controle tem sido eficaz
Além do histórico, o boletim apresenta números que envolvem focos da doença, notificações, colheitas e vigilâncias ativas realizadas desde o primeiro caso positivo em ave silvestre no território paulista.
Segundo a médica-veterinária Izabelle Mariane Cordeiro, epidemiologista do DDSIA, “os dados apresentados demonstram que, apesar da circulação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade no Brasil desde 2023, o estado de São Paulo tem conseguido manter um controle eficaz da situação, especialmente no que diz respeito à proteção do setor produtivo avícola”.
Izabelle complementa: “A redução no número de focos confirmados ao longo dos anos sugere uma tendência positiva. Portanto, São Paulo permanece livre da influenza aviária em plantéis avícolas comerciais”.
Números positivos
O boletim revela que houve redução no número de casos e que foi mantida a intensificação das ações de vigilância.
Em 2023, São Paulo registrou 53 focos, todos em aves silvestres.
Em 2024, foi apenas um foco, com cerca de 110 notificações e 2084 atividades de vigilância ativa, tendo sido feitas 288 colheitas, todas negativas para a doença.
Já em 2025, com 37 notificações, São Paulo segue sem nenhum foco, tendo sido realizadas 1227 vigilâncias ativas com 95 colheitas, todas negativas.
