Coopercitrus lança campanha de controle eficaz de doenças e pragas

Controle de pulgões

A Coopercitrus – Cooperativa de Produtores Rurais, hoje com cerca de 40 mil associados e presença e mais de 300 municípios de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, acaba de lançar a campanha “Mais Proteção: Defensivos na Hora Certa”.

O objetivo é orientar os produtores rurais a controlar de forma eficaz as principais doenças e pragas que, nesta época, afetam principalmente as culturas de café, cana-de-açúcar, soja e citros.

Essa ação será desenvolvida até o final de dezembro em todas as unidades da cooperativa, por meio do fornecimento de herbicidas, inseticidas, fungicidas, insumos biológicos e soluções de nutrição foliar, acompanhado da correspondente assistência proporcionada pelos engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários de sua equipe.

A campanha ainda inclui a condição de pagamento somente em fevereiro de 2026, visando propiciar mais conforto ao planejamento financeiro dos produtores.  

As dicas da equipe técnica da Coopercitrus para as culturas focalizadas são resumidas a seguir.

Café

Na cafeicultura, o período atual correspondente à fase de expansão dos frutos, que é extremamente sensível. Todas as intervenções nesta etapa influenciam diretamente o potencial produtivo e a qualidade da safra seguinte.

Em regiões de maior umidade e temperaturas amenas, o nível de atenção deve ser intensificado devido às condições favoráveis ao desenvolvimento de patógenos. O manejo fitossanitário deve ser conduzido de forma preventiva ou corretiva, com foco nas principais doenças fúngicas desse período, como Phoma, mancha-aureolada (Pseudomonas syringae pv. garcae), ferrugem (Hemileia vastatrix) e cercosporiose (Cercospora coffeicola).

Quanto às pragas, merece atenção especial o bicho-mineiro (Leucoptera coffeella), que exige monitoramento constante e intervenções sempre que o nível de dano econômico for atingido. Lavouras com histórico de broca-do-café (Hypothenemus hampei) também requerem controle para evitar a instalação de novas gerações e perdas em qualidade.

Para mitigar os efeitos dos estresses climáticos típicos da estação e sustentar a fisiologia da planta, é recomendado o uso de bioestimulantes, aminoácidos e fontes equilibradas de nutrição vegetal, visando favorecer a expansão celular, a manutenção foliar, o aumento da tolerância ao estresse e o suporte à formação dos grãos.

Em áreas com presença de nematoides, a intervenção deve ser realizada prontamente, seguindo estratégias químicas ou biológicas de manejo integradas ao programa nutricional da lavoura.

Cana-de-açúcar

Neste período, os canaviais sofrem grande pressão de ataques de pragas, como a cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e a broca-da-cana (Diatraea saccharalis), além de doenças foliares causadas por fungos, como a ferrugem marrom (Puccinia melanocephala) e a ferrugem alaranjada(Puccinia kuehnii), e as causadas por bactérias, como a estria vermelha (Acidovorax avenae subsp. avenae).

Esta é a época de pleno desenvolvimento do canavial. Sendo assim, o controle efetivo das pragas e das doenças é de extrema importância para o desenvolvimento da qualidade e desenvolvimento do canavial. Utilizar nutrição foliar, aminoácidos e bioestimulantes ajuda a alavancar a produtividade.

Soja

Nesta época, a soja exige pulverização eficiente, cobertura total da planta e manejo criterioso para evitar falhas que favoreçam o aparecimento de doenças de final de ciclo no período quente e úmido que afetam principalmente o baixeiro da planta.

As principais doenças deste período são causadas por fungos, como a mancha-parda ou septoriose (Septoria glycines), o crestamento foliar e a mancha púrpura (Cercospora kikuchii) e a antracnose (Colletotrichum truncatum e outras espécies do gênero Colletotrichum).

Produtores que não se prepararem com antecedência para controlar esses males correm o risco de enfrentar custos mais elevados e queda no potencial produtivo da lavoura.

Citros

Em dezembro, a laranja Pera está em fase de enchimento dos frutos, fase crucial para garantir a qualidade da produção.

Em relação às doenças, além de todos os cuidados preconizados pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) para o controle do greening (HLB), algumas doenças requerem atenção.

A leprose, virose transmitida pelo ácaro Brevipalpus yothersi (nome atualizado do tradicional Brevipalpus phoenicis), exige monitoramento frequente do agente transmissor e seu controle com rotação de grupos químicos e diferentes modos de ação, visando a reduzir o risco de desenvolvimento de resistência.

Ainda é preciso lembrar que o período chuvoso favorece a proliferação dos fungos causadores da pinta-preta, do cancro cítrico e da podridão floral (em áreas em que a floração ainda ocorrer).

Defensivos biológicos à base de Beauveria e Isaria são boas opções dentro do Manejo Ingtegrado de Pragas (MIP), ajudando no controle de psilídeo Diaphorina citri transmissor do greening e do ácaro-da-leprose.

Quanto à nutrição, recomenda-se a aplicação foliar de cálcio, boro e zinco para favorecer a divisão celular. Para a expansão celular e o desenvolvimento dos frutos com melhor enchimento e maior firmeza da casca, é necessária atenção às doses adequadas de potássio, magnésio, boro e cálcio.

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