Brasil exporta menos café, porém fatura mais
As exportações de café do Brasil caíram nos meses de setembro e outubro de 2025, devido à menor disponibilidade do produto e a fatores climáticos. No entanto, a receita com as vendas externas aumentou.
O menor volume exportado também se deveu à queda na demanda dos Estados Unidos, afetada pela sobretaxa imposta pelo presidente Donald Trump, inicialmente de 50% (com vigor a partir do início de agosto de 2025), baixada para 40% no dia 14 de novembro e revogada no dia 20 de novembro.
Em razão do menor volume de importação dos EUA, a Alemanha passou a ser o principal destino do café brasileiro, vindo em seguida a Colômbia.
Números
De acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o Brasil exportou em setembro 3,750 milhões de sacas de café de 60 kg, 18,4% a menos do que embarcou em setembro de 2024 (4,598 milhões de sacas). A receita cambial, porém, teve aumento de 11,1%, totalizando US$ 1,369 bilhão.
Em outubro, as exportações brasileiras de café somaram 4,141 milhões de sacas, com queda de 20% em relação a outubro de 2024 (5,176 milhões de sacas). A receita cambial, em contrapartida, subiu 12,6%, alcançando US$ 1,654 bilhão.
Em números acumulados, o Brasil exportou 33,279 milhões de sacas de janeiro a outubro de 2025, 20,3% a menos do que embarcou no mesmo período de 2024 (41,769 milhões de sacas). A receita cambial, porém, foi recorde, totalizando US$ 12,715 bilhões, 27,76% superior à do mesmo período do ano passado (US$ 9,968 bilhões).
Cafés diferenciados
Os cafés diferenciados (incluindo cafés especiais, orgânicos, com certificação de origem e outros reconhecimentos oficiais) vêm conquistando espaço cada vez maior no total das exportações brasileiras. No primeiro semestre de 2025, representaram 22,7% da receita cambial total das exportações de café, com vendas no valor de US$ 2,513 bilhões, 49% acima do faturamento registrando no mesmo período de 2024.
Os EUA lideraram as importações de cafés diferenciados, vindo na sequência Alemanha, Bélgica, Holanda e Itália.

(Foto: website Portos e Navios)
