Vendas externas de carnes de frango e suína prosseguem em alta

O Brasil é o maior exportador mundial de proteínas de origem animal, as quais representam um quarto das vendas externas totais do país. Além do protagonismo no segmento de carne bovina, o País também lidera as exportações mundiais de carne de frango e, em carne suína, ocupa o terceiro lugar no cenário internacional.

No primeiro quadrimestre de 2026, as exportações brasileiras de carnes de frango e suína registraram recordes históricos, tanto em volume quanto em faturamento, em comparação com o mesmo período de 2025.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o desempenho dos dois segmentos nesse período foi o seguinte:

Carne de frango (in natura e processada) – 1,943 milhão de toneladas embarcadas, gerando faturamento de US$ 3,704 bilhões, com altas de 4,3% e 6,1%, respectivamente, sobre janeiro a abril do ano passado.

Carne suína (in natura e processada) – 532,2 mil toneladas embarcadas, com faturamento de US$ 1,244 bilhão, registrando expansões de 14,2% e 14,1%, respectivamente, sobre o mesmo período de 2025.

Maiores compradores

Carne de frango – A China liderou as importações, adquirindo 52,2 mil toneladas apenas em abril. O Japão se consolidou na segunda posição, com crescimento de 13,1% no quadrimestre. Em terceiro lugar, ficou a Arábia Saudita, cuja compras de cortes com certificação halal tiveram forte impulso no período. A União Europeia ficou em quarto lugar, registrando um dos maiores crescimentos do período (23,1%), demandando principalmente cortes processados e peito. O México se destacou, com aumento de 50,2% em volume de compras de frango in natura. Por outro lado, em razão do conflito no Oriente Médio, os Emirados Árabes Unidos registraram retração de 52,7% no total de suas compras de janeiro a abril.

Carne suína – As Filipinas se consolidaram como principal parceiro comprador, registrando crescimento de 20,6% nas importações de janeiro a abril. O Japão representou o grande destaque do quadrimestre, com crescimento recorde de 131,9% nas importações. A China ficou em terceiro, com retração de 21,6% nas compras devido ao aumento da recomposição de seu rebanho interno. O Chile, mercado estratégico na América do Sul, registrou expansão de 22,8%, mantendo a tendência de alta. E Hong Kong fechou o grupo dos cinco maiores compradores, mantendo a busca por cortes suínos congelados tradicionais.

Ovos e derivados

O Brasil também tem tido participação crescente no mercado mundial de ovos e derivados, fornecendo principalmente para países que buscam segurança sanitária contra focos globais de influenza aviária, doença da qual o Brasil permanece livre.

Nesse segmento, os maiores importadores são os Emirados Árabes Unidos,concentrando as compras em ovos de mesa frescos. A Arábia Saudita é o segundo maior parceiro, vindo na sequência o Japão, principal comprador de ovos processados de alto valor agregado, como gema e clara desidratadas para a indústria de alimentos. A África do Sul é o quarto maior mercado importador, e está em forte expansão, mantendo a tendência de crescimento para suprir falhas em suas cadeias produtivas locais. 

(Imagem de abertura: ABPA)

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