Exportações do agro de janeiro a maio superaram US$ 70 bilhões

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 16 bilhões em maio, com crescimento de 8,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Nesse mês, o setor foi responsável por 50,2% do total de vendas externas do país.

Na mesma comparação, em volume, as exportações aumentaram 3,6% e o preço médio dos produtos embarcados subiu 4,4%. Igualmente positivos foram os dados relativos às importações do setor, somando US$ 1,6 bilhão, com recuo de 3,6%, resultando em um superávit 9,7% maior, somando US$ 14,4 bilhões.

No acumulado de janeiro a maio, as exportações do setor atingiram US$ 70,5 bilhões, novo recorde, 4,6% acima do valor registrado no mesmo período de 2025,

Principais destinos no mês

A China manteve a liderança, com importações no valor de US$ 6,3 bilhões e participação de aproximadamente 40% no total das vendas externas do setor, com crescimento de 12,8% em relação a maio de 2025.

A União Europeia ocupou a segunda posição, com importações de US$ 2,4 bilhões, equivalentes a 15% das exportações do agro brasileiro no mês, e alta de 5,4% sobre maio do ano passado.

Os Estados Unidos ficaram em terceiro lugar, com importações de US$ 837 milhões e participação de 5,2% no valor total das exportações do setor. Esse montante, porém, foi 28% inferior ao de maio do ano passado.

Outros mercados que se destacaram foram os de Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Turquia e Jordânia, que ampliaram significativamente suas compras de produtos agropecuários brasileiros no mês.

Soja e proteínas animais

A soja em grãos permaneceu como principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro em maio, com vendas de 14,8 milhões de toneladas e faturamento de US$ 6,3 bilhões, representando aumentos de 5,1% e 14,6%, respectivamente, sobre maio do ano passado.  

Em igual comparação, as três principais proteínas animais exportadas pelo Brasil – bovina, de frango e suína – registraram recordes de valor e volume para o mês de maio:

Carne bovina in natura: 262 mil toneladas (+20,2%), com receita de US$ 1,7 bilhão (+50,2%). A China permaneceu como principal destino, com compras de US$ 1 bilhão (61,4% das exportações brasileiras da proteína no período).

Carne de frango in natura:  442 mil toneladas (+32,3%), com receita de US$ 883 milhões (+40%), com embarques para mais de 135 destinos.

Carne suína in natura: 111 mil toneladas (+5%), com receita de US$ 278 milhões (+1,4%), novo recorde para o mês de maio.

Outros destaques

Outros segmentos que registraram bom desempenho em maio, em comparação com o mesmo mês de 2025, foram os seguintes:

Fibras e produtos têxteis: US$ 483 milhões (+39,6%);

Óleo de milho: US$ 28,5 milhões (+798%), novo recorde para o mês;

Algodão: US$ 450 milhões (+45,3%);

Miudezas de frango: US$ 62,5 milhões (+20,5%);

Produtos menos tradicionais:  sementes de gergelim, rações para animais domésticos, amendoim, arroz, pães, biscoitos, produtos de pastelaria e erva-mate registraram novos recordes em valor ou volume exportado.

Perspectivas para DDG

Entre os produtos com maior potencial de expansão no mercado internacional está o DDG (sigla de Dried Distillers Grains, ou grãos secos de destilaria), subproduto da indústria de biocombustíveis à base de milho utilizado principalmente na alimentação animal.

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras do produto somaram US$ 130 milhões, com crescimento de 37,7%, correspondendo a 555 mil toneladas embarcadas, 30,5% acima do mesmo período de 2025, configurando novo recorde histórico.

Esse bom desempenho reflete a estratégia conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que registrou, desde 2023, 639 aberturas de mercado e mais de 250 ampliações. No caso específico dos DDG, foram abertos nesse período 21 novos mercados. Os principais destinos foram China (US$ 63,2 milhões), Turquia (US$ 31 milhões), Vietnã (US$ 11,5 milhões) e Nova Zelândia (US$ 7,5 milhões).

(Foto: Freepik)

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