Exportações de carne bovina seguem superando recordes

A história continua se repetindo: 2026 tem sido, até o final do primeiro trimestre, o ano com melhores resultados já alcançados pelo Brasil nas exportações de carne bovina. Em março, os embarques alcançaram 270,8 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 1,48 bilhão. No acumulado do primeiro trimestre, as exportações somaram 801,9 mil toneladas, com receita de US$ 4,33 bilhões.

Os números de março representaram avanços expressivos: 9,1% de aumento no volume embarcado e 26,0% de crescimento na receita auferida. Os dados acumulados foram ainda mais significativos: aumentos de 18,4% no volume e de 34,3% na receita em comparação com o mesmo período de 2025, quando os embarques totalizaram 677,4 mil toneladas e a receita alcançou US$ 3,22 bilhões.

Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com base em estatísticas da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

China lidera

Desde 2018, a China lidera as importações da carne bovina brasileira e, ano após ano, vem consolidando essa posição. Em março de 2026, importou 105,4 mil toneladas, 8,4% a mais do que no mesmo mês de 2025, pelas quais pagou US$ 603,1 milhões, valor 30,1% mais alto na mesma comparação.

Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com 38,1 mil toneladas (menos 9,5% em relação a março de 2025), com receita de US$ 238,5 milhões (5,7% maior do que no mesmo mês do ano passado).

O Chile ficou em terceiro lugar, registrando fortes expansões em comparação com março de 2025: adquiriu 15,3 mil toneladas (+37,7%), gerando receita de US$ 88,6 milhões (+51,1%).

A União Europeia ocupou a quarta colocação, com 9,1 mil toneladas (+25,1%) e receita de US$ 77,9 milhões (+40,4%).

O México ficou em quinto lugar, com 8,0 mil toneladas (+39,0%) e receita de US$ 46,6 milhões (+56,5%).

Desempenho no trimestre

A China seguiu como principal destino no trimestre, com 335,3 mil toneladas exportadas (+41,8%) e receita de US$ 1,84 bilhão (+42,5%), respondendo por mais de 40% das vendas externas brasileiras.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 107,4 mil toneladas (+13,4%) e US$ 682,6 milhões (+15,8%), seguidos pelo Chile, com 39,0 mil toneladas (+4,9%) e US$ 224,5 milhões (+5,2%).

Conflito no Oriente Médio

Em março, as exportações brasileiras de carne bovina para países do Oriente Médio e entorno do conflito somaram 18.220 toneladas, abaixo das 22.919 toneladas registradas em fevereiro, representando uma queda de 4.699 toneladas (-20,5%). Em valor, os embarques para a região recuaram de US$ 137,5 milhões para US$ 115,6 milhões (-15,9%).

A retração foi puxada principalmente pelos Emirados Árabes Unidos, que passaram de 6.228 t para 3.147 t (-3.081 t | -49,5%), além de Jordânia (1.936 t → 1.068 t | -44,8%), Catar (841 t → 376 t | -55,3%), Iraque (564 t → 325 t | -42,5%) e Turquia (1.445 t → 1.067 t | -26,2%). A Arábia Saudita também recuou de 4.848 t para 4.479 t (-7,6%), enquanto o Líbano teve leve variação (1.611 t → 1.605 t | -0,4%).

Aerial view of Yantian port in Shenzhen city, China

Foto: arquivo ABIEC

Deixe uma resposta