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Governo de SP incentiva cultivo de macaúba

A macaúba, espécie de palmeira nativa do Brasil, também conhecida como bocaiuva e macaíba, é uma alternativa sustentável e promissora para a produção de biodiesel, com rendimento muito superior ao da soja, principal oleaginosa produzida no país.

O cultivo dessa palmeira está sendo estimulado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e da CATI Sementes e Mudas.

De acordo com o secretário de Agricultura de São Paulo, Guilherme Piai, “essa palmeira pode produzir biodiesel e produtos com valor agregado, recuperando áreas ambientais degradadas e gerando renda local, representando importante alternativa para os produtores rurais paulistas”.

Estratégia sustentável

A macaúba é vista como uma planta estratégica para a agricultura sustentável e o desenvolvimento econômico em especial porque a estrutura da CATI pode viabilizar a adoção da cultura por pequenos e médios agricultores e alavancar o estado de São Paulo como um polo nacional na produção de óleos vegetais com potencial de alto valor econômico e ambiental.

Essa instituição, por meio de sua extensa rede, pode facilitar o acesso de produtores de todas as regiões do estado a mudas e sementes da palmeira com preços acessíveis, além de proporcionar assistência técnicas especializada aos agricultores interessados.

Pesquisa evolui

Por sua vez, o Instituto Agronômico (IAC), líder nas pesquisas em genética e melhoramento vegetal em São Paulo, deve lançar em breve sua primeira cultivar comercial dessa palmeira para plantio em escala. Em princípio, as novas variedades devem garantir um rendimento de 4 a 5 mil litros de óleo por hectare, enquanto a soja rende cerca de 500 litros por hectare.

O IAC vem obtendo resultados expressivos em suas pesquisas com a palmeira, iniciadas em 2006, um ano após o começo dos estudos sobre biodiesel no Brasil, coincidindo com a criação do Programa Nacional dos Biocombustíveis. 

Em 2023, o IAC desenvolveu um projeto em cooperação com a Mubadala Capital, de Abu Dhabi, detentora da empresa Acelen Renováveis, que em 2021 assumiu o controle da refinaria de Mataripe, na Bahia. Essa organização elegeu a macaúba como principal matéria-prima para a produção de óleo combustível vegetal. Sua intenção é plantar 180 mil hectares da palmeira.

Combustível do futuro

Uma medida adotada recentemente pode potencializar a produção de macaúba para produção de biocombustível. Entrou em vigor, a “Lei do Combustível do Futuro”, que cria os programas nacionais de diesel verde, de combustível sustentável para aviação e de biometano. O objetivo é substituir os combustíveis fósseis por alternativas sustentáveis, estabelecendo novos percentuais mínimos e máximos para mistura do etanol à gasolina e do biodiesel ao diesel vendidos aos consumidores.

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