A Embrapa Mandioca e Fruticultura, sediada em Cruz das Almas (BA), desenvolveu duas novas variedades de abacaxi, BRS Sol Bahia e BRS Diamante, ambas resistentes à fusariose, principal doença da cultura. Em consequência, dispensam a aplicação de fungicidas, reduzindo os custos de produção e ampliando a segurança alimentar e a sustentabilidade das plantações. Além disso, as duas novas cultivares são adaptadas às condições de solo e clima das principais regiões produtoras do País, com destaque para Frutal (MG), onde foram oficialmente lançadas no dia 12 de novembro.
As novas variedades ainda oferecem outras vantagens: apresentam teores elevados de açúcares, potencial produtivo mais alto, podendo alcançar 56 toneladas por hectare, mais do que o dobro da média nacional (26 t/ha), e poucos espinhos, tornando mais fácil o manejo no campo.
Características
BRS Sol Bahia – cultivar convencional de abacaxizeiro para consumo in natura, com tamanho similar ao da cultivar Pérola. Seu fruto tem peso médio (1,3 kg), é cilíndrico ou tem base cilíndrica e ápice cônico. A polpa tem cor creme, é pouco suculenta, com elevado teor de açúcares (média de 20,0º Brix) e acidez moderada (média de 0,63%). A planta tem porte alto, com crescimento vegetativo vigoroso e folhas mais eretas, com espinhos apenas nos bordos do ápice.
BRS Diamante – cultivar convencional de abacaxizeiro para consumo in natura, com polpa de cor creme a amarela, pouco suculenta, com alto teor de açúcares (média de 16,0° Brix) e acidez moderada (média de 0,57%). A planta tem porte médio a alto, com folhas mais estreitas que as doa cultivar Pérola e espinhos apenas nos bordos do ápice das folhas. Os frutos são pesados (média de 1,6 kg), têm formato cilíndrico a barril, casca na coloração amarela-médio na maturação fisiológica e coroa igual ou maior que o fruto
A fusariose
Causada pelo fungo Fusarium guttiforme, a fusariose é responsável por prejuízos expressivos à produção nacional de abacaxi, chegando a inviabilizar lavouras inteiras. A doença compromete o desenvolvimento da planta, impede o uso de mudas das plantas doentes em novos plantios e impossibilita o consumo de frutos afetados. A resistência genética dos novos materiais, portanto, representa uma valiosa vantagem ao produtor, reduzindo custos com controle químico e ampliando a sustentabilidade da cultura.

crédito: Embrapa – Davi Junghans.