A Embrapa, por meio da Embrapa Amazônia Oriental, inaugurou no dia 10 de novembro, em Belém (PA), a AgriZone, “a casa da agricultura sustentável brasileira”. Trata-se de um espaço temático, interativo, para demonstração das soluções que o Brasil vem adotando para a exploração agropecuária com baixo impacto no meio ambiente, situado a menos de 2 km dos pavilhões oficiais da conferência mundial do clima COP30, que teve início na mesma data.
O que é a AgriZone
- É um espaço situado dentro da Embrapa Amazônia Oriental, que reúne tecnologia, políticas públicas, cooperação internacional, cultura e produção agroalimentar.
- A AgriZone estará aberta ao público de 10 a 21 de novembro de 2025, das 10:00 às 18:00 horas, com entrada gratuita mediante inscrição.
- Programação: cerca de 400 eventos técnicos, incluindo painéis, workshops, palestras, apresentações vivas de tecnologias, experiências culturais e gastronômicas.
Objetivos
- Mostrar que a agricultura pode ser parte da solução para as mudanças climáticas, com práticas de produção que reduzam emissões, aumentem a resiliência e melhorem a segurança alimentar.
- Divulgar e escalar tecnologias brasileiras para agricultura sustentável, especialmente adaptadas aos trópicos (como a Amazônia) — promover ciência pública, inovação e transferência de tecnologias.
- Fomentar cooperação internacional e inclusão — aproximar produtores, comunidades tradicionais, pequenos agricultores, sociedade civil, governos; fortalecer segurança alimentar global, justiça climática, bioeconomia.
- Demonstrar concretamente sistemas produtivos sustentáveis na Amazônia, valorizando bioma, culturas locais, diversificação, intensificação sustentável, integração entre produção e conservação.
- Permitir a participação pública e visibilidade social — oferecer um espaço aberto ao público, com inscrição gratuita, para que sociedade possa se engajar, conhecer e debater o papel da agricultura no contexto climático.
Aspectos demonstrados
- Vitrines vivas de tecnologias e sistemas produtivos sustentáveis: mais de 45 cultivares desenvolvidas pela Embrapa, cerca de 30 sistemas agropecuários sustentáveis, sistemas de baixo carbono e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), entre outros.
- Soluções de baixo carbono e adaptação climática: práticas que visam a mitigar emissões, como a pecuária de baixo metano; recuperação de solos; monitoramento da saúde do solo; sistemas agroflorestais e bioeconomia.
- Inclusão social, agricultura familiar, saberes locais: com o objetivo de valorizar culturas regionais, alimentos não convencionais (PANCs), comunidades tradicionais, integração entre ciência, produção e sociedade.
- Experiências culturais e gastronômicas: o espaço também terá o “Pavilhão Comida, Cultura e Tradição”, com experiências da gastronomia e da cultura da Amazônia.
- Demonstrações e imersão ambiental: meliponário de abelhas nativas sem ferrão, trilhas em área florestal sob monitoramento por drones e integração com a natureza amazônica, entre outras funcionalidades.
Diálogo científico-político e cooperação internacional: painéis com governo, pesquisadores, empresas, sociedade civil, parcerias internacionais com entidades como a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Grupo Consultivo em Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR, sigla da denominação desse órgão em inglês: Consultative Group on InternationalAgricultural Research), para discutir agricultura e clima.
