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Citricultura exige cuidados com a volta das chuvas

O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) recomenda uma série de cuidados aos citricultores para o retorno da estação chuvosa, especialmente para prevenir e controlar doenças como o greening, a podridão floral dos citros (PFC) e a pinta preta, que são agravadas pelo aumento da umidade e das temperaturas.

As principais práticas recomendadas incluem manejo de irrigação, adubação e manutenção do pomar em boas condições sanitárias. Essas medidas são explicadas a seguir.

Manejo da irrigação

Recomenda-se antecipar a quebra do estresse hídrico, utilizando a irrigação para induzir o florescimento antes do período chuvoso, para garantir uma florada mais uniforme e reduzir o risco de infecções por fungos.

A irrigação suplementar só deve ser feita em casos extremos de seca no inverno, para manter o estresse hídrico necessário à floração abundante a partir de setembro.

Adubação equilibrada

Executar a adubação com base em análises de solo e de folhas, preferencialmente durante o período chuvoso (setembro a março em São Paulo), para otimizar a absorção de nutrientes. A aplicação de fertilizantes deve ser feita três a quatro vezes por ano, com parcelamento em solos arenosos para evitar perdas por lixiviação.

Pomares jovens precisam de adubação voltada ao desenvolvimento vegetativo, enquanto pomares adultos requerem maior aporte para sustentar a produção de frutos.

É importante ressaltar que a adubação equilibrada, com bons níveis de cálcio, ajuda a evitar florescimentos desuniformes e fortalece as plantas contra doenças.

Manutenção da sanidade do pomar

As medidas preconizadas incluem a remoção das plantas doentes ou debilitadas para evitar surtos de florescimento fora de época, que favorecem doenças como a podridão floral. É especialmente necessário o monitoramento da presença do psilídeo Diaphorina citri (vetor do greening), que apresenta picos populacionais em períodos chuvosos e quentes.

De acordo com os níveis populacionais dos insetos, são fundamentais pulverizações regulares com os inseticidas recomendados. Além disso, é necessário controlar plantas daninhas, que competem por água, luz e nutrientes e podem hospedar pragas e doenças.

Controle de doenças fúngicas

Para a podridão floral dos citros (PFC), deve ser utilizado o sistema de previsão do Fundecitrus, que alerta sobre condições climáticas favoráveis à doença com base em dados de temperatura e molhamento eo permite pulverizações preventivas mais precisas com fungicidas das classes estrobilurinas (QoI) e triazóis (DMI), reduzindo até 75% das aplicações desnecessárias e gerando economia.

Para a pinta preta, causada pelo fungo Phyllosticta citricarpa, a recomendação é monitorar os pomares e efetuar pulverizações preventivas, especialmente em frutos jovens, já que a doença pode provocar perdas de produção de até 85%. Adicionalmente, para prevenir o desenvolvimento de resistência pelos fungos, deve ser evitado o uso indiscriminado de fungicidas sítio-específicos.

Pulverização eficiente

É necessário instalar ou utilizar estações meteorológicas próximas (no máximo a 5 km) para ter acesso a dados precisos do sistema de previsão da PFC, garantindo que as pulverizações sejam feitas no momento certo, ou seja, em até três ou quatro dias após os alertas de risco.

Devem ser priorizadas as pulverizações nos pomares mais antigos ou que tenham histórico de doenças, começando por áreas com florescimento desuniforme.

Integração de práticas

As recomendações do Fundecitrus enfatizam a importância da integração de práticas preventivas e do uso de tecnologias, como o sistema de previsão, para reduzir custos, minimizar perdas e manter a produtividade.

Para acessar o sistema de previsão ou mais informações, os citricultores podem contatar o Fundecitrus pelo site (fundecitrus.com.br/contato) ou pelo e-mail (comunicacao@fundecitrus.com.br).

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